Artículos Científicos
Fujino, H. et al. Human cord blood CD34+ cells develop into hepatocytes in the livers of NOD/SCID/{gamma}cnull mice through cell fusion. FASEB J. xx, xx-xx (2007).
Este estudo indica que a diferenciação de células estaminais hematopoiéticas (CD34+) se fundem com hepatócitos em transplantes mesmo sem indução de danos no fígado. Nesta situação, as células perdem o seu fenótipo hematopoiético e iniciam transcrição de genes específica de hepatócitos, o que indica uma nova via de diferenciação.
Nishiyama, N. et al. The Significant Cardiomyogenic Potential of Human Umbilical Cord Blood-Derived Mesenchymal Stem Cells in Vitro. Stem Cells. xx, xx-xx (2007).
Neste estudo testou-se o potencial cardiomiogénico de células estaminais mesenquimais provenientes de sangue do cordão umbilical. Quando co-cultivadas com cardiomiócitos murinos fetais, cerca de metade das células humanas começaram a contrair-se ritmicamente e sincronizadamente, sugerindo uma comunicação eléctrica entre as células. Outros testes confirmaram que as células humanas se transdiferenciaram em cardiomiócitos in vitro, o que se revela promissor para possíveis futuras aplicações terapêuticas de regeneração do músculo cardíaco.
Nunes, V.A. et al. Stem cells from umbilical cord blood differentiate into myotubes and express dystrophin in vitro only after exposure to in vivo muscle environment. Biol Cell. xx, xx-xx (2006).
As células estaminais de sangue do cordão umbilical não se conseguem diferenciar em miotubos quando cultivadas em meio condicionado para tecido muscular ou em conjunto com células musculares humanas. No entanto, neste estudo mostra-se que as células estaminais de sangue do cordão umbilical, quando injectadas no músculo quadríceps de ratinhos, conseguem apresentar marcadores de miogenia, e após recuperação e cultivo in vitro, formam miotubos, indicando que ainda existem factores químicos e contacto celular por elucidar no processo de diferenciação.
Yamada, Y. et al. A novel approach for myocardial regeneration with educated cord blood cells cocultured with cells from brown adipose tissue. Biochem Biophys Res Commun. xx, xx-xx (2006).
Neste estudo, mostra-se que células estaminais de sangue do cordão umbilical, ao serem cultivadas em conjunto com células derivadas de tecido adiposo castanho, conseguem ser induzidas a diferenciar-se em cardiomiócitos. Além disso, estas últimas células conseguiram regenerar tecido do miocárdio sujeito a enfarte com mais eficiência do que células hematopoiéticas.
Bonanno, G. et al. Human cord blood CD133+ cells immunoselected by a clinical-grade apparatus differentiate in vitro into endothelial- and cardiomyocyte-like cells. Transfusion. 47, 280-9 (2007).
Neste estudo, os investigadores utilizam um método com o qual demonstram que células estaminais de sangue do cordão umbilical congeladas e posteriormente descongeladas mantêm uma percentagem elevada (79%) das células estaminais iniciais. Além disso, quando sujeitas a meios de cultura específicos, apresentam marcadores correspondentes as células endoteliais ou a células de músculo cardíaco, representando mais uma perspectiva de utilização destas células em terapias regenerativas de doenças do miocárdio humano.
Brunstein, C. G. et al. Umbilical cord blood transplantation for myeloid malignancies. Curr Opin Hematol. 14, 162-9 (2007).
Neste artigo de revisão mostra-se que o sangue do cordão umbilical é uma valiosa fonte alternativa de células estaminais hematopoiéticas para o transplante em pacientes com patologias mielóides malignas que necessitam de um transplante alogénico mas não encontram um dador aparentado adequado.
Chaudhuri, A. et al. Neural Placental umbilical cord blood transfusion in acute ischaemic stroke. Med Hypotheses. xx xx-xx (2007).
Neste estudo avança-se a hipótese de se utilizar sangue do cordão umbilical para a terapia de acidentes vasculares cerebrais (AVC) no sentido de ajudar à recuperação dos pacientes.
Day, Y. et al. Skin epithelial cells in mice from umbilical cord blood mesenchymal stem cells. Burns. xx, xx-xx (2007).
Neste artigo descreve-se a possibilidade de se isolarem células estaminais mesenquimais a partir de sangue do cordão umbilical para a sua diferenciação em células epiteliais, com o objectivo de regenerar pele, em situação de queimaduras graves.
Denner, L. et al. Directed engineering of umbilical cord blood stem cells to produce C-peptide and insulin. Cell Prolif. 40, 367-80 (2007).
Neste estudo investigou-se a possibilidade de se diferenciarem células estaminais de sangue do cordão umbilical em linhagens produtoras de péptido-C e insulina. As células foram cultivadas em meio de diferenciação de células estaminais embrionárias de rato indutor de células pancreáticas, e os resultados foram positivos.
Eapen, M. et al. Outcomes of transplantation of unrelated donor umbilical cord blood and bone marrow in children with acute leukaemia: a comparison study. Lancet. 369, 1947-54 (2007).
Este estudo mostra que se pode utilizar sangue do cordão umbilical com uma ou duas incompatibilidades de HLA em crianças com leucemia aguda com necessidade de transplante, ressalvando a importância de ser armazenar sangue do cordão umbilical para aumentar a diversidade de HLAs disponíveis.
Galan, I. et al. Effect of a bone marrow microenvironment on the ex-vivo expansion of umbilical cord blood progenitor cells. Clin Lab Haematol. 29, 58-63 (2007).
Neste estudo avalia-se a importância do micro-ambiente na expansão de células estaminais do sangue do cordão umbilical, mostrando que existem vários ambientes nos quais as células se expandem, sem que exista uma necessidade específica de matriz tridimensional de suporte ou uma de várias misturas específicas de factores de crescimento.
Galan, I. et al. Effect of a bone marrow microenvironment on the ex-vivo expansion of umbilical cord blood progenitor cells. Clin Lab Haematol. 29, 58-63 (2007).
Neste estudo avalia-se a importância do micro-ambiente na expansão de células estaminais do sangue do cordão umbilical, mostrando que existem vários ambientes nos quais as células se expandem, sem que exista uma necessidade específica de matriz tridimensional de suporte ou uma de várias misturas específicas de factores de crescimento.
Goldstein, G. et al. Transplantation and other uses of human umbilical cord blood and stem cells. Curr Pharm Des. 13, 1363-73 (2007).
Este artigo resume os avanços mais recentes na utilização terapêutica de sangue do cordão umbilical, informando acerca das vantagens e inconvenientes actualmente associados à sua utilização.
Hayani, A. et al. First report of autologous cord blood transplantation in the treatment of a child with leukemia. Pediatrics 119, e296-300 (2007).
Este artigo descreve pela primeira vez um transplante autólogo de sangue do cordão umbilical numa menina que desenvolveu leucemia aguda linfoblástica aos 3 anos. Depois de tentativas infrutíferas de quimioterapia, foi decidido efectuar o transplante do sangue do cordão umbilical que tinha sido guardado na altura do seu nascimento. Dois anos após o transplante, a cirança encontra-se bem.
Hayani, A. et al. First report of autologous cord blood transplantation in the treatment of a child with leukemia. Pediatrics 119, e296-300 (2007).
Este artigo descreve pela primeira vez um transplante autólogo de sangue do cordão umbilical numa menina que desenvolveu leucemia aguda linfoblástica aos 3 anos. Depois de tentativas infrutíferas de quimioterapia, foi decidido efectuar o transplante do sangue do cordão umbilical que tinha sido guardado na altura do seu nascimento. Dois anos após o transplante, a cirança encontra-se bem.
Hofmeister, C. C. et al. Ex vivo expansion of umbilical cord blood stem cells for transplantation: growing knowledge from the hematopoietic niche. Bone Marrow Transplant. 39, 11-23 (2007).
Nesta revisão discute-se a situação actual no que diz respeito à expansão ex vivo de células estaminais de sangue do cordão umbilical: quais os sucessos e os problemas principais que estas técnicas enfrentam actualmente, apresentando possíveis soluções futuras baseadas na diferenciação segundo função celular, em lugar de separação baseada em marcadores de superfície.
Jager, M. et al. Antigen expression of cord blood derived stem cells under osteogenic stimulation in vitro. Cell Biol Int. xx, xx-xx (2007)
Neste estudo mostra-se que as células mesenquimais de sangue do cordão umbilical se conseguem diferenciar em células ósseas, sob estímulos adequados. Por meio da utilização de matrizes feitas de biomateriais foi possível cultivar células mesenquimais e induzi-las a diferenciarem-se em osteoblastos, em cultura de células aderentes.
Lee, M.W. et al. Neural differentiation of novel multipotent progenitor cells from cryopreserved human umbilical cord blood. Biochem Biophys Res Commun. 358, 637-43 (2007).
Neste estudo procurou-se demonstrar que existem vários tipos de células estaminais no sangue do cordão umbilical. Conseguiram cultivar-se células aderentes em mono-camada, com morfologia de fibroblastos e altamente proliferativas. Depois de condicionadas em meio adequado, observou-se a sua diferenciação em tipos específicos de tecidos neuronais, tais como neurónios, astrócitos e oligodendrócitos. Estes estudo sugerem que o sangue do cordão umbilical criopreservado pode ser uma útil alternativa de células progenitoras neuronais, para aplicações experimentais e terapêuticas.
Nakagawa, M. et al. Successful reduced-intensity stem cell transplantation with cord blood for a poor-prognosis adult with refractory chronic active epstein-barr virus infection. Int J Hematol. 85, 44
Esta artigo ilustra o primeiro transplante de células estaminais de intensidade reduzida utilizando sangue do cordão umbilical criopreservado num paciente com infecção de vírus de Epstein-Barr activa crónica de prognóstico reservado. Uma senhora de 56 anos foi sujeita ao transplante e conseguiu-se remissão completa sem sintomas e níveis não detectáveis de DNA de vírus de Epstein-Barr continuada durante 16 meses.
Sun, B. et al. Induction of human umbilical cord blood-derived stem cells with embryonic stem cell phenotypes into insulin producing islet-like structure. Biochem Biophys Res Commun. 354, 919-23 (2007
Este artigo descreve o isolamento de uma população de células estaminais provenientes de sangue do cordão umbilical com marcadores de estádio embrionário e de célula estaminal multipotencial. Em seguida, estas células foram induzidas com êxito a diferenciarem-se em estruturas semelhantes a ilhéus produtores de insulina, que co-expressam insulina e péptido-C. Estas descobertas podem ter um potencial significativo nas terapias para a diabetes baseadas em células estaminais.
Wang, T. et al. Neural differentiation of mesenchymal-like stem cells from cord blood is mediated by PKA. Biochem Biophys Res Commun. xx, xx-xx (2007).
Neste estudo demonstra-se que as células mesenquimais presentes no sangue do cordão umbilical são capazes de se diferenciarem em células neuronais e que esta diferenciação é mediada pela activação de uma enzima específica (a proteína quinase A, PKA).
Yokohama, H. et al. Successful treatment of advanced extranodal NK/T cell lymphoma with unrelated cord blood transplantation. Tohoku J Exp Med. 211, 395-9 (2007).
O linfoma de células NK/T é uma variante rara dos linfomas não-Hodgkin que ocorre maioritariamente em países do Este Asiático. Neste caso, relata-se a situação de uma mulher de 36 anos em que foi diagnosticado este tipo de linfoma e que foi sujeta a quimioterapia. No final desta conseguiu-se a remissão da doena, mas com uma recaída 3 meses depois. Recebe então uma transfusão de sangue do cordão umbilical heterólogo, o que lhe permitiu remissão completa até ao momento, 33 meses após a terapia.
Domanska-Janik, K. et al. Neural commitment of cord blood stem cells (HUCB-NSC/NP): therapeutic perspectives. Acta Neurobiol Exp (Wars). 66, 279-91 (2006).
Os resultados deste grupo de investigação vêm juntar-se aos de outros estudos recentes na forte sugestão de que a geração de células semelhantes a neurónios provém de uma sub-população discreta de células estaminais semelhantes a embrionárias com características de pluripotência. Estas células podem ser expandidas in vitro e diferenciadas em progenitores orientados numa linhagem neuronal. A partir destas células, foi desenvolvida uma nova linhagem de células estaminais semelhantes a neurónios (HUCB-NSC), que foi caracterizada em termos de propriedades in vitro e in vivo.
Henning, R. J. et al. Human umbilical cord blood progenitor cells are attracted to infarcted myocardium and significantly reduce myocardial infarction size. Cell Transplant. 15, 647-58 (2006).
Este estudo mostra que células progenitoras contidas no sangue do cordão umbilical têm tendência para migrar para o miocárdio de ratos em situação de enfarte, reduzindo o tamanho da lesão, o que tem implicações em terapias de regeneração de tecidos em situações de ataque cardíaco.
Henning, R. J. et al. Human umbilical cord blood progenitor cells are attracted to infarcted myocardium and significantly reduce myocardial infarction size. Cell Transplant. 15, 647-58 (2006).
Este estudo mostra que células progenitoras contidas no sangue do cordão umbilical têm tendência para migrar para o miocárdio de ratos em situação de enfarte, reduzindo o tamanho da lesão, o que tem implicações em terapias de regeneração de tecidos em situações de ataque cardíaco.
Hutton, J. F. et al. Bone Morphogenetic Protein 4 Contributes to the Maintenance of Primitive Cord Blood Hematopoietic Progenitors in an Ex Vivo Stroma-Noncontact Co-Culture System. Stem Cells Dev. 15
Neste artigo descreve-se mais um avanço no conhecimento em matéria de crescimento de células estaminais do cordão umbilical em bioreactor. Nomeadamente, descobriu-se que a BMP4 é um factor de crescimento chave para a manutenção de células estaminais hematopoiéticas em cultura e permite o seu crescimento sem a necessidade de uma camada de células de suporte.
Hutton, J. F. et al. Bone Morphogenetic Protein 4 Contributes to the Maintenance of Primitive Cord Blood Hematopoietic Progenitors in an Ex Vivo Stroma-Noncontact Co-Culture System. Stem Cells Dev. 15
Neste artigo descreve-se mais um avanço no conhecimento em matéria de crescimento de células estaminais do cordão umbilical em bioreactor. Nomeadamente, descobriu-se que a BMP4 é um factor de crescimento chave para a manutenção de células estaminais hematopoiéticas em cultura e permite o seu crescimento sem a necessidade de uma camada de células de suporte.
Broxmeyer , H. E. et al. Cord blood stem and progenitor cells. Methods Enzymol. 419, 439-73 (2006).

